Governo Fernando Henrique Cardoso

- Com o apoio da grande burguesia nacional e internacional, empresários e parte da classe média, FHC venceu facilmente as eleições;

- Ao assumir o poder, tinha como prioridade manter a estabilidade econômica, conseguida com o Plano Real, para isso, o governo fez um aumento das taxas de juros, para deter o consumo e o crédito;

- A elevação dos juros atraiu empresas estrangeiras e investimentos em dólares, que ajudaram no aumento das reservas cambiais brasileiras;

- Para pagar dívidas públicas, foi acelerado o processo de privatização. Grandes empresas estatais, do ramo de telefonia, energia elétrica, transportes e mineração, foram vendidas a grupos privados;

- Os lucros recebidos com a privatização das empresas foram usados para o pagamento de juros da dívida externa, enquanto poderia ser para investimentos internos;

- Por meio de trocas de favores com participantes do Congresso, Fernando Henrique conseguiu fazer reformas constitucionais que, segundo ele, seriam importantes para atrair investimentos estrangeiros. Uma das reformas foi a quebra do monopólio nas áreas de petróleo, telecomunicações, gás e transportes;

- A opinião pública aceitou essas medidas, pensando que essas medidas eram fundamentais para impulsionar o crescimento econômico brasileiro;

- Em 1997, FHC conseguiu a aprovação de uma emenda que possibilitaria a reeleição do presidente para um mandato de mais quatro anos;

- Então, o atual presidente iniciou sua campanha para reeleição, usando a estabilidade econômica como principal ponto. Com uma grande campanha, FHC conseguiu conquistar a população pela queda da inflação, ganhando o apoio também de classes inferiores;

- Com isso, Fernando Henrique Cardoso conseguiu se reeleger. No segundo mandato, enfrentou crises econômicas e políticas;

- Em 1998, a moeda brasileira passou a sofrer um forte ataque especulativo, assim como aconteceu no Méximo, Rússia e Argentina. Este surto especulativo ocorreu pela saída de ro bilhoões de dólares do país, para outros centros financeiros. Sem reserva suficiente para manter a estabilidade da moeda, foi necessário abandonar a política cambial que mantinha a paridade entre real e dólar. Isto resultou na desvalorização do real, agradando o sistema financeiro e fazendo as bolas reagirem positivamente;

- No ano seguinte, a alta da moeda norte-americana em relação ao real, a elevação das taxas de juros, aumento da dívida pública  e queda da produção decorrente do desemprego, houve uma elevação da inflação. Com isso, o Brasil novamente tentou negociar com o FMI, tendo assim que reduzir os gastos públicos;

- Logo após esta crise gerada pelo ataque especulativo, foram feitas denúncias de que o Banco Central havia beneficiado instituições financeiras com informações sigilosas;

- Em 2001, ocorreu uma grande crise no setor de energia elétrica, que fez com que o governo fizesse planos de racionamento de energia elétrica, para tentar evitar blecautes e "apagões". Para compensar perdas das empresas, o governo aumentou as tarifas sobre a energia elétrica;

- Também apareceram alguns escândalos políticos e financeiros, como por exemplo um desvio de 110 milhões de reais desviados de recursos públicos, em São Paulo;

- Perto das eleições de 2002, a crise econômica, o "apagão" e outros escândalos fizeram com que a popularidade de FHC caísse, aumentando a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, que tentava pela quarta vez vencer as eleições. Fernando Henrique daria apoio a José Serra, então ministro da saúde;

- A possibilidade da vitória de um candidato da esquerda, assustou as camadas altas da sociedade e vários grupos de financeiros internacionais, com medo de uma nacionalização da economia. Com isso, vários empresários internacionais retiraram seus investimentos do país, gerando uma instabilidade momentânea, entretanto, ao se aproximar de grupos liberais, como o PL, de seu vice, José Alencar, essa instabilidade teve fim;

- No segundo turno das eleições de 2002, Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições.