Revolta da Vacina

- Durante a segunda metade do século XIX, a população do Rio de Janeiro duplicou;

- Ladeada por cortiços, ruas estreitas e áreas completamente insalubres, a população ficava exposta a qualquer tipo de doença. Com isso, houve um grande surto de febre amarela;

- O ar de belle époque contagiou o então prefeito, Pereira Passos, que decidiu, então fazer uma grande reforma urbana, fazendo reformas de saneamento básico, modernização, alargamento de ruas ( para a passagem de carros que estavam começando a chegar no Brasil), além de melhorias no porto.

- Para isso, foi necessária a derrubada de cortiços, e a população pobre foi enviada para a encosta de morros, iniciando assim o processo de favelização da cidade;

- Para as reformas sanitárias, Oswaldo Cruz, um médico, ficou encarregado;

- O programa de modernização gerou grande insatisfação da população mais pobre da cidade, que passou a se revoltar contra o prefeito e os funcionários encarregados da evacuação e demolição de habitações populares;

- Foram iniciadas, então, campanhas de combate aos ratos, para prevenção da peste bubônica, e aos mosquitos, para evitar a transmissão de febre amarela. Foi decretada, então, a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, o que provocou protestos e rejeição por parte da população que tinha medo de se contaminar através da vacina, levando então a Revolta da Vacina;

- Com a influência de políticos de oposição e pressionada pela crise financeira, a população foi às ruas se rebelar, erguendo barricadas, depredando prédios, incendiando carros e bondes e saqueando lojas. Isto gerou um grande número de feridos e muitas prisões.